domingo, 30 de setembro de 2012

Profissões do Antigamente



Este documento surge com o intuito de relembrar algumas das profissões que, para os indivíduos mais saudosistas, poderá constituir uma pérola da sabedoria popular portuguesa.
Os séculos XVIII e XIX deixaram-nos um vasto património cultural, nomeadamente ao nível das profissões. Com o evoluir dos tempos, o surgimento de alguns ofícios leva ao inevitável desaparecimento de outros. Através de uma consulta na Classificação Nacional de Profissões, constatamos o desaparecimento de algumas das artes que outrora nos presentearam no nosso dia-a-dia. Talvez nunca tenhamos prestado a devida atenção às mesmas, o certo é que todos estes “artistas” sobreviviam às custas dos seus ofícios. 
Devemos igualmente pensar um pouco. Nem todas as profissões caíram em desuso, limitaram-se a evoluir como é o caso do Dactilógrafo, actualmente conhecido como assistente administrativo. Fruto igualmente de uma evolução, podemos referir o barbeiro que, nos seus cadeirões fazia a barba à navalha aos cavalheiros. Outros como o calceteiro, o taberneiro, o fotógrafo “à lá minute”, a modista, o calista, o sapateiro, o vendedor de gelados, o relojoeiro ou o alfarrabista, foram desaparecendo dando lugar a estabelecimentos comerciais com serviços mais personalizados. Quem não se lembra do alfaiate, encarregue de criar roupas masculinas tendo em atenção os gostos de cada indivíduo? Ou do sapateiro, que fabricava e consertava sapatos? E o ardina, aquele moço que vendia jornais na rua, pregando os títulos dos jornais para que lhe comprassem os mesmos? Não esquecendo o aguadeiro, a lavadeira, o propagandista, o engraxador, o estivador, o limpa-chaminés, o moço de fretes, o trapeiro, a varina, o amolador de tesouras e facas, o leiteiro ou o vendedor de bengalas e guarda-chuvas.
Estas são apenas algumas das actividades com que nos deparávamos no quotidiano português. A extinção de determinadas profissões não nos deve fazer esquecer a sua existência. Num país tão rico culturalmente, cheio de tradições, o relembrar desta cultura tipicamente nacional, deve estar sempre presente nas nossas memórias.

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