domingo, 30 de setembro de 2012

Cidades do Amanhã – O caso Português



Actualmente, Portugal Continental ostenta cerca de 150 cidades. Assim sendo, que critérios seguir para a elevação a este “título”? De entre um vasto conjunto de critérios, salientam-se os equipamentos educacionais, de saúde, culturais e lazer mas, razões de ordem histórica podem também demarcar tal localidade no mapa territorial, não esquecendo a necessidade dos 8000 eleitores.
Mas, como planear territorialmente um espaço? Antes que tudo, é necessário traçar objectivos, identificar os pontos fortes e negativos da cidade, criar hábitos para pensar o amanhã colectivamente e de forma participativa.
       A nível internacional, verificamos que cerca de 60% da população reside em áreas urbanas e, consequentemente advém a necessidade de um bom planeamento territorial onde possamos obter um razoável nível de vida.
As cidades de hoje são modernas, criativas e competitivas. Possuem infra-estruturas na sua maioria satisfatórias para responder às necessidades habitacionais dos seus cidadãos tais como sistemas de transporte, instituições educacionais e de saúde, serviços da administração pública.
       Com o crescimento e desenvolvimento de todos estes serviços, surge a natural atracção dos quadros profissionais altamente qualificados que vêem na cidade não só um emprego como também a possibilidade de progressão na sua carreira. Com a acomodação destes quadros superiores, a cidade poderá manter ou aumentar o seu nível de negócios uma vez que esta classe intelectual que abrange múltiplos actores sociais, caso dos cientistas, músicos, artistas e criativos possibilitará a diversificação do universo cultural, tecnológico e criativo.
       Nos dias que correm, e apesar da aproximação Interior-Litoral, ainda se verifica a desertificação dos grandes centros (que servem exclusivamente como centro de trabalho) para a periferia que oferece uma maior tranquilidade aos seus habitantes que fogem da monotonia desgastante do seu dia-a-dia de trabalho.
Tendo como premissa o parágrafo anterior, o cidadão quando se fixa num local tem em conta vários critérios como uma qualidade de vida saudável, a remuneração, qualidade da oferta educativa, a tolerância étnica, cultural e sexual dos seus habitantes, o custo de vida, as actividades de ócio existentes e claro, a capacidade de liderança dos seus autarcas.
       Concluindo, as cidades devem explorar aquilo que as diferencia, criar pólos de atracção, criar os chamados clusters, destacar-se numa determinada área e ser-se reconhecida por isso (caso por ex. dos barcos moliceiro ou ovos moles que se encontram intrinsecamente associados à região de Aveiro), há que ser um território competitivo, conseguir atrair multinacionais estáveis e assim proporcionar bons níveis habitacionais aos seus cidadãos.
      O território que hoje construímos, será utilizado pelas gerações futuras que terão igualmente preocupações como as de hoje, por isso, há que deixar uma base sólida e permanente para que estes possam um dia reflectir sobre a nossa criatividade, técnica e capacidade de melhorar aquilo que os nossos antepassados construíram para nós.

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